Prevalência de incapacidades funcionais em adultos do bairro Vila Sabiá - Sorocaba

Thais Cristina Visoni, Verônica Moreira Forni, Guilherme Lippi Ciantelli, Sâmela Ester Rosique, Rafael Augusto Silva, Victor Costa Nuevo, Murilo Meiwa, Vinicius Augusto Santos, Bianca Cristina Cassão, Rafaella Lemos Ribeiro, Nathalia Frare, Bárbara Miyake Queiroz, Isabela Cristina Paliares, Ana Luiza Oliveira Gomes, Luisa Murad Braga, Roberta Rubem Mauro, Reinaldo José Gianini

Resumo


Objetivos: testar a operacionalidade de diferentes protocolos para a identificação de incapacidade funcional em adultos no Programa Saúde da Família (PSF), estimar a prevalência e descrever o perfil de incapacidades funcionais. Métodos: trata-se de um estudo transversal realizado junto à população atendida pelo PSF em Sorocaba, no Bairro Vila Sabiá. Para a identificação de incapacidade funcional aplicaram-se os protocolos: Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (CIFIS), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), Health Assessment Questionnaire (HAQ), Inquérito de Saúde (ISA). Resultados: da amostra pretendida foi alcançado um total de 70 domicílios (90,9%), com 178 indivíduos maiores de 18 anos; 74,7% dos entrevistados apresentaram HAQ normal e 25,3% HAQ alterado (diferente de zero). Das sete perguntas do PNAD, a de maior relevância referiu-se a correr, levantar peso, fazer esportes ou realizar trabalhos pesados, em que 24,3% referiram alguma dificuldade. O ISA revelou 8,4% dos indivíduos com dificuldade para enxergar, 3,4% com cegueira em um olho, 0,6% cegueira em ambos os olhos, 5,6% dificuldade para ouvir, 1,1% surdos de um ouvido, 1,7% com paralisia. A CIFIS foi analisada nos 45 indivíduos com HAQ diferente de zero, em quatro componentes: Função do Corpo, na qual 44,4% apresentaram alteração nas funções das articulações e ossos; Estrutura do Corpo, 73,3% com alterações relacionadas ao movimento; Atividades e Participação, 28,9% apresentavam incapacidade para transportar, mover e manusear objetos e 26,7% para andar e deslocar-se; e Fatores Ambientais relacionados à incapacidade, onde 42,2% foram classificados no item deficiência de apoio e relacionamento. Conclusão: o protocolo HAQ se mostrou o mais adequado e passível de aplicação pelos Agentes Comunitários de Saúde do PSF. Os resultados confirmaram uma significativa prevalência de incapacidade, com um perfil predominante de incapacidade funcional física.

Palavras-chave


prevalência; atividades cotidianas; pessoas com deficiência; avaliação da deficiência; Programa de Saúde da Família

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