CADÊ A CRIANÇA QUE ESTAVA AQUI? SERÁ QUE O ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS COMEU?

Heloisa Helena Oliveira de Azevedo, Alessandra Elizabeth Ferreira Gonçalves

Resumo


Este artigo constitui-se de resultados de estudos teóricos e tem como objetivo estimular o debate presente no atual cenário educacional brasileiro no que se refere às mudanças provocadas pela lei Nº 11.274/2006, a qual legaliza a inserção das crianças com 6 anos de idade no 1º ano do ensino fundamental. Discutimos, inicialmente, a concepção de infância, por nós entendida como alicerce na elaboração das políticas educacionais. A seguir, analisamos a entrada da criança na escola fundamental associando-a a imagem dos professores de educação infantil, contra-argumentando com os pressupostos do que tem sido denominado de “nova Pedagogia da Infância”, inspirada no modelo de educação infantil da Reggio Emilia italiana. Consideramos que esta é uma tendência de trabalho pedagógico que merece discussões acadêmico-científicas mais pontuais, especialmente, no que diz respeito aos seus fundamentos teóricos, pois preconiza que a referida Lei vai “roubar” das crianças a sua infância, “adult(er)izando-as” ao inseri-las no ensino fundamental. Por fim, reiteramos a necessidade de revisão de conceitos, como aluno, escola e professor, que perpassam os debates sobre a formação dos professores e a articulação da educação infantil com o ensino fundamental, tendo como preceitos a abordagem his órico-cultural e a Pedagogia históricocrítica.

Palavras-chave


Infância – Criança - Formação de professores de Educação Infantil - Ensino Fundamental.

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Revista e-Curriculum                                   e-ISSN 1809-3876

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