SOBRE A POSSIBILIDADE E A NECESSIDADE CURRICULAR DE UMA BASE NACIONAL COMUM

Nilda Alves

Resumo


Em um momento difícil, no qual modelos internacionais tendem a ter espaço privilegiado na Educação brasileira, levando a tentativas de crescente incorporação de forças privadas no campo, foi votado pelo congresso e homologado pela Presidente da República o Plano Nacional da Educação (PNE), em 2014. As referidas forças privatistas, estão jogando grande ênfase nas metas 2 e 3 deste Plano, argumentando com a existência de um prazo curto para o seu cumprimento (dois anos). Este artigo lembra que existe outra meta – a de número 18 –, com o mesmo prazo de cumprimento; ela se refere à necessidade de que todos os sistemas de ensino  – municípios e estados – tenham um Plano de carreira dos profissionais da Educação básica pública, tomando como referência  o piso salarial nacional profissional, obrigatório desde a constituição de 1988, e estruturado com valores desde 2008, mas que vem ainda sendo muito pouco cumprido pelos referidos entes federados. O artigo considera que o muito que se tem falado sobre o que está contido nas metas 2 e 3 tem a finalidade de, por um lado, buscar resolver de modo rápido e privado a questão indicada nestas metas (a Base nacional comum) e, por outro lado, desviar a atenção da meta 18. Se este continuar a não ser cumprida, qualquer ideia de melhoria da Educação brasileira está em perigo, uma vez que ela é a única que pensa naqueles que, nos cotidianos das escolas, levam as ações curriculares adiante

Palavras-chave


base nacional curricular comum; plano nacional da educação; meta 18 do PNE; piso salarial nacional; plano de carreira dos profissionais da educação

Texto completo:

PDF

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista e-Curriculum                                   e-ISSN 1809-3876

Indexadores:

Nacionais

              

 

Internacionais