A FUNDAMENTAÇÃO ÉTICO-DEMOCRÁTICA DA PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DE SÃO PAULO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS: ADAPTAÇÃO OU EMANCIPAÇÃO?

Angélica Bellodi Sant’Ana Furlan, Antonio Fernando Gouvêa da Silva

Resumo


Por acreditar que somente uma educação ética e democraticamente organizada pode tornar os educandos agentes de transformações sociais, o presente trabalho procura compreender que concepção de educação emoldura a proposta curricular do Estado de São Paulo para o Ensino de Ciências e se ela está de acordo com princípios ético-críticos que conferem qualidade política e social à prática educativa. Para isso, foi realizada uma análise documental à luz da ética de Dussel, do diálogo de Freire e da emancipação de Adorno. Concluiu-se que a proposta curricular em questão se distancia de tais princípios por não explicitar o papel social da educação, por não se posicionar ética e politicamente a favor dos grupos sociais mais vulneráveise por não caracterizar a escola e a comunidade onde está inserida. Devido a seu caráter normativo, a referida proposta e seu material de apoio limitam a autonomia da escola, podendo ser considerados tão somente como documentos antidemocráticos por não levar em conta as demandas de todasas partes interessadas no processo de ensino-aprendizagem


Palavras-chave


Currículo. Ética. Democracia. Diálogo.

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DOI: https://doi.org/10.23925/1809-3876.2017v15i4p958-990

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Revista e-Curriculum                                   e-ISSN 1809-3876

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