O INÉDITO-VIÁVEL NA DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA EM TEMPOS DE PRIVAÇÃO DE DIREITOS

Vania Finholdt Angelo Leite, Lenir Silva Abreu

Resumo


Construir uma escola pública, democrática e de qualidade tem sido o objetivo e a luta de muitos educadores. Ao longo da história houve muitas conquistas. Mas, o corporativismo, o desenvolvimentismo e o capitalismo exacerbado têm dificultado esse processo. No cenário atual, em nossa nação, vivemos um momento de perdas de direitos, retrocessos e opressão. O que fazer? Queixar-se e cruzar os braços? Precisamos continuar na luta. O objetivo do texto é discutir possibilidades de trabalhar com a democratização de propostas e práticas de currículo utilizando em sua argumentação o conceito inédito-viável (FREIRE, 2005) e o conceito de policy enactment – atuação política (BALL et al., 2012). A análise dos dados indica que o projeto de leitura da escola contribuiu para que as professoras percebessem que a situações-limites (metas e pressões) impostas pela Secretaria de Educação não poderiam paralisá-las e engessar o seu trabalho. Assim, elas mantiveram a metodologia de alfabetização de que já tinham se apropriado e estava funcionando e continuaram fortalecendo as relações pessoais por meio do diálogo. As docentes tinham encontros sistemáticos para discutir o trabalho. Concluímos que, vislumbrando o inédito-viável, a escola buscou equilibrar o seu projeto pedagógico com as metas e pressões impostas pela Secretaria.


Palavras-chave


Democratização da escola. Práticas de Currículo. Ensino Fundamental.

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DOI: https://doi.org/10.23925/1809-3876.2017v15i4p1152-1175

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Revista e-Curriculum                                   e-ISSN 1809-3876

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