“SITUAÇÃO-LIMITE”, “ATO-LIMITE” E “INÉDITO VIÁVEL”: CATEGORIAS ATUAIS PARA PROBLEMATIZAR A “PERCEPÇÃO” DA REALIDADE

Anderson Rodrigues de Souza, Jaciara de Sá Carvalho

Resumo


Diariamente, educadores brasileiros buscam exercer práticas político-pedagógicas sob condições inadequadas para o processo de ensino-aprendizagem. É o caso dos professores de informática que atuam na rede pública da cidade de Itacoatiara (AM), com apenas quatro laboratórios funcionando precariamente em um universo de 127 escolas em 2018. Este artigo foi produzido a partir de uma investigação que analisou o discurso desses educadores sobre suas práticas, por meio de uma aproximação das categorias “situação-limite”, “ato-limite” e “inédito viável” (FREIRE, [1968] 1987). A pesquisa aponta que esses profissionais desenvolvem alternativas para contornar a precariedade tecnológica “percebida” como “obstáculo” para o processo educativo. Mas, por não levarem à “superação” dessa “situação-limite”, as alternativas não se configuram como “atos-limites” e pouco alteram a realidade vivida. Considerando que são tarefas da pesquisa e da ação críticas testemunhar, identificar contradições, espaços de ação e agir em conjunto, a investigação provocou o início de uma rede de professores de informática que, impulsionada pelo pesquisador-professor, buscará criar um inédito viável. Este artigo objetiva, assim, apresentar uma discussão sobre a “percepção” de professores acerca de uma dada realidade à luz do referencial adotado e, desta maneira, expor a atualidade e polivalência de categorias trabalhadas por Freire há cinquenta anos.


Palavras-chave


situação-limite; ato-limite; inédito viável; Paulo Freire; professor de informática.

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DOI: https://doi.org/10.23925/1809-3876.2018v16i4p1288-1308

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Revista e-Curriculum                                   e-ISSN 1809-3876

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