Do “politicamente correto” ao incorretamente polido

Maria Helena de Moura Neves

Resumo


O texto defende que a ligação da análise da linguagem com a apreciação do contexto das posturas sociais do momento é algo absolutamente legítimo, observando, entretanto, que, em diversas situações, esse tipo de atitude investigativo-apreciativa vem sendo transformada em ações e reações que se banalizam no lugar-comum ou que, até, se desfiguram na insensatez. Distorções de avaliação do discurso do “outro” têm sido constantes, e disso é uma amostra gritante a caça que vem sendo feita, ao sabor de paixões irrefletidas, ao que se convencionou chamar de “politicamente incorreto” em linguagem. Na apresentação se avalia uma série de casos dessa natureza em confronto com casos em que, inversamente, a forma de uso se oferece como marcadamente polida, mas a incorreção de conduta é ainda mais evidente. O objetivo é avaliar um e outro caso por via do papel da intersubjetividade na condução do discurso, no sentido de verificar a contraparte conceptual da questão, especialmente as evidências, no enunciado, do engajamento conceptual dos envolvidos na enunciação.

Palavras-chave


enunciação; intersubjetividade; polidez; politicamente incorreto

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Revista Delta-Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada ISSN 1678-460X