Cartoons Matemáticos com Tecnologias Digitais
Mathematical Cartoons with Digital Technologies

Rosicacia Florencio Costa, Daise Lago Pereira Souto

Resumo


O objetivo deste artigo é discutir o modo como as tecnologias digitais, utilizadas na produção de cartoons, podem influenciar o raciocínio Matemático. Os dados foram produzidos durante a realização de oficinas com alunos do Ensino Médio. Metodologicamente, este estudo insere-se no paradigma qualitativo e caracteriza-se como uma pesquisa-ação. Os instrumentos de produção dos dados foram a observação participante, notas de campo, questionário, entrevistas e registro audiovisual. A fundamentação teórica se apoiou nos conceitos presentes no Sistema de Atividade Seres-Humanos-Com-Mídias. Os principais resultados indicaram que as tecnologias digitais, utilizadas na produção dos cartoons, influenciaram e reorganizaram o raciocínio matemático. elas possibilitaram mudanças no processo de aprendizagem da Matemática.

The objective of this article is to discuss how digital technologies, through the production of cartoons, can influence Mathematical Reasoning. The data was collected during workshops with high school students. Methodologically, this study is part of the qualitative paradigm and is characterized as an action research. The instruments of data collection were participant observation, field notes, questionnaires, interviews and audiovisual records. The theoretical framework was based on the concepts present in the Human-Media Interaction System. The main results indicated that the digital technologies used in the production of the cartoons, influenced and reorganized Mathematical Reasoning. They enabled changes in the learning process of Mathematics.

 


Palavras-chave


Aprendizagem da Matemática, Cartoons, Sistema Seres-Humanos-Com-Mídias.

Texto completo:

PDF

Referências


ARAÚJO, J. L.; BORBA, M. C. Construindo pesquisas coletivamente em Educação Matemática. In: BORBA, M. C; ARAÚJO, J. L. (Org.). Pesquisa qualitativa em educação matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

BAUER, M. W.; GASKELL, G. (org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2002. p. 448.

BOGDAN, R.C.; BIKLEN, S. K. Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora, 1994.

BORBA, M. C. Students Understanding of transformations of functions using multi-representational software. 1993, 372f. Tese (Doctor of Philosophy) – Faculty of graduate school of Cornel University, Ithaca, 1993.

______. Tecnologias Informáticas na Educação Matemática e Reorganização do Pensamento. In: Bicudo, M. A. V., Pesquisa em Educação Matemática: Concepções e Perspectivas. São Paulo: Editora UNESP, 1999.

______. Humans-with-media and continuing education for mathematics teachers in online environments. Revista ZDM Mathematics Education, v. 44, n. 6, p. 801-814. 2012.

______. et al. Blended learning, e‑learning and mobile learning in mathematics

education. Revista ZDM Mathematics Education. v. 48, p. 589-610, 2016.

______ . VILLARREAL, M. E. Humans-with-Media and the Reorganization of Mathematical Thinking: information and communication technologies, modeling, experimentation and visualization. New York: Springer, 2005.

COSTA, R. F.; SOUTO, D. L. P. Cartoons no Ensino da Matemática: limites e possibilidades. In: Anais XII ENEM - Encontro Nacional de Educação Matemática. São Paulo-SP. 2016.

DESLAURIERS, J. P. A Indução Analítica. In. POUPART, J. et al. A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis: Vozes, 2008.

ENGESTRÖM, Y. Learning by expanding: an activity-theorical aprroach to developmental research. Helsinki, 1987. Disponível em: . Acesso em: 10 julho 2017.

______. Activity Theory and individual and social transformations. In: ENGESTRÖM, Y.; MIETTINEN, R.; PUNAMÃKI, R. L. (Eds.). Perspectives on Activity Theory. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5.ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GOLDENBERG, M. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. 9ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2005.

LÉVY, O. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora, 34, 1993.

MANOVICH, L. The language of new media. Cambridge, Mass: The MIT Press, 2001.

MCLUHAN, M. Understanding media: the extensions of man.

New York: McGraw Hill, 1964.

OLIVEIRA, G.P.; MARCELINO, S.B. Estratégias didáticas com o software SuperLogo: adquirir fluência e pensar com tecnologias em Educação Matemática. Educação Matemática Pesquisa, v.17, n. 4, pp. 816-842, 2015.

RIBEIRO, E. A. A perspectiva da entrevista na investigação qualitativa. Evidência: olhares e pesquisa em saberes educacionais, Araxá/MG, n. 04, p.129-148, maio de 2008.

SOARES, D. S. Uma Abordagem Pedagógica Baseada na Análise de Modelos para Alunos de Biologia: qual o papel do software? 2012, 341f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2012.

SOUTO, D. L. P. Refletindo sobre o papel do software GeoGebra na produção de conhecimento Matemático construído por um coletivo pensante formado por humanos e mídias. Revista do Instituto GeoGebra Internacional de São Paulo (IGISP), v. 1, p. 22-36, 2012.

______. Transformações Expansivas em um Curso de Educação Matemática a Distância Online. (2013) 279f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2013.

______ P. Transformações Expansivas na Produção Matemática On-Line. 1.ed.-São Paulo: Cultura Acadêmica, 2014.

______. Aprendizagem matemática on-line: quando tensões geram conflitos. Revista Educação Matemática Pesquisa, São Paulo, v.17, n.5, pp. 942 – 972, 2015.

______. ARAÚJO, J. L. Possibilidades expansivas do sistema Seres-humanos-com-mídias: um encontro com a Teoria da Atividade. In: Borba, M. C., Chiari, A. (Eds.) Tecnologias Digitais e Educação Matemática (p. 71-90). São Paulo: Editora Livraria da Física, 2013.

______. BORBA, M. C. Transformações expansivas em Sistemas de Atividade: o caso da produção matemática com a Internet. Revista Perspectivas em Educação Matemática, v. 6, n. 1, p. 14-57, 2013.

______.______. Movimentos, estagnações, tensões e transformações na aprendizagem da matemática online. In: Anais do VI Sipem - VI Seminário Internacional de Pesquisa em Educação Matemática SIPEM. Pirenópolis, 2015.

______. ______Seres-humanos-com-internet ou internet-com-seres-humanos: uma troca de papéis? Revista Latinoamericana de Investigación en Matemática Educativa - RELIME. v. 19, n. 2. México, 2016.

TAYLOR, D.; PROCTER, M. The literature review: A few tips on conducting it. University of Toronto Writing Support Site. [January 20, 2013], 2008. Disponível em:

Acesso em: 11 setembro/2017.

THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 14ª ed. São Paulo: Editora Cortez, 2005.

TIKHOMIROV, O.K; The psycological consequences of the computerization. In: Werstch, J. The concepto f activity in soviet psychology. New York: Sharp, 1981.




DOI: https://doi.org/10.23925/1983-3156.2019v21i1p025-048

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


Direitos autorais 2019 Educação Matemática Pesquisa : Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação Matemática



INDEXADORES DA REVISTA
     
             Anti-Plágio