Os Ambientes Virtuais como espaço para o desenvolvimento da autonomia sociocultural: uma (inter)relação possível

Anderson Silva Matos, Christine Siqueira Nicolaides

Resumo


À luz de pressupostos acerca do desenvolvimento da autonomia na aprendizagem de línguas, que contemplem a teoria Sociocultural (VYGOTSKY, 1984) e observe ambientes virtuais como espaços semióticos sociais (GEE, 2004; GEE, 2005), o presente artigo analisou as relações possíveis entre a promoção da Autonomia Sociocultural do aprendiz e o uso de ambientes virtuais através da agência observada pelos membros desses ambientes. Este artigo propõe o uso de ambientes virtuais como um campo promissor para a promoção da autonomia sociocultural do aprendiz. Observamos o uso de ambientes virtuais e a relação desses com a participação dos alunos com o intuito de analisar a agência dos interactantes como usuários de tais ambientes. Os resultados indicam que os ambientes virtuais observados possibilitam maior engajamento no aprendizado e consciência por parte dos aprendizes como membros atuantes de um grupo de apoio mútuo com um objetivo em comum: desenvolver sua proficiência na língua alvo.


Palavras-chave


Autonomia, Teoria sociocultural, Agência, Tecnologias digitais

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DOI: https://doi.org/10.23925/2318-7115.2018v39i3a11

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