Editorial Volume 39.2 - Dossiê Temático: Ensino-aprendizagem de Línguas em Contextos (super)diversos

Grassinete C. de A. Oliveira, Adolfo Tanzi Neto, Paula Tatiana Silva Antunes, Fernanda Liberali

Resumo


Em um mundo marcado por grandes transformações, principalmente no modo como o conhecimento e a informação passaram a ser vistos por meio das tecnologias, torna-se necessário repensar o papel da escola e como as questões relacionadas ao ensino-aprendizagem precisam (re)ssignificar esses novos espaços-tempos. O ensino que ainda se faz presente, na maior parte das escolas brasileiras, é organizado de modo fragmentado, privilegiando o ensino de línguas como algo estável, memorizável e com definições padronizadas. Esse novo tempo, de contextos (super)diversos, exige novos paradigmas, novas formas de compreender e fazer educação. Indagamos, desse modo, como pensar em questões de ensino-aprendizagem que considerem contextos (super)diversos? Quais são os desafios impostos aos educadores nas salas de aula brasileiras? Coadunamos com o pensamento do filósofo Diógenes, segundo o qual devemos considerar o fato de sermos “cidadãos/criaturas do mundo”, e com Appiah (2006), quando sugere que o grande desafio é “pegar mentes e corações” e equipá-los com ideias que permitirão a esses cidadãos do mundo conviver com os outros na “tribo global” na/pela qual nos transformamos. É diante dessa  “tribo global” que (re)agimos, significamos e transformamos a realidade à nossa volta. Essa realidade solicita uma proposta de ensino pautada na reflexão, na ação, a fim de que o educando consiga atuar nos  mais diferentes contextos em que estiver inserido. Nessa perspectiva,  o ensino-aprendizagem de línguas pode propiciar ao educando o desenvolvimento de saberes múltiplos, que lhe possibilitem posicionar-se criticamente acerca das demandas que a sociedade contemporânea impõe, além de ser capaz de fazer escolhas significativas e condizentes com suas prioridades e necessidades. Assim, compreender a realidade vigente é fundamental para se pensar em questões de ensino-aprendizagem de línguas que coloquem o educando como protagonista da história, capaz de estabelecer os caminhos necessários ao exercício pleno e eficaz da cidadania, nas mais diferentes práticas discursivas que o contexto (super)diverso exige. 


Palavras-chave


Superdiversidade, Ensino de Línguas, Formação de Professores

Texto completo:

PDF

Referências


APPIAH, Kwame Anthony. Cosmopolitanism: Ethics in a world of stranger. New York: W.W.Norton, 2006.




DOI: https://doi.org/10.23925/2318-7115.2018v39i3a1

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


Indexicadores

Apoio

A Revista The Especialist e os textos aqui publicados estão licenciados com uma Lincença Creative Commons: Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)