Auto-avaliação: Uma Questão de Prática? Ou de Representações?

Sueli S. Fidalgo

Resumo


Com base no interacionismo sócio-discursivo (Bronckart, 1997), este trabalho discute a utilização de um instrumento de auto-avaliação que, tendo sido elaborado para um contexto específico, foi utilizado em uma situação diversa. Sabendo que, na prática de ensino de língua estrangeira, os instrumentos de avaliação são, muitas vezes, elaborados por um profissional e usados por vários grupos de professores e alunos, em vários contextos, busquei analisar a validação (Habermas, 1985) de professores que os utilizam, pelas representações (Silva, 1999) que permeiam as suas falas. Os resultados indicam que se a auto-avaliação é parte intrínseca do processo de ensino-aprendizagem e não um momento pontual de testagem e seleção, seus instrumentos serão validados quando forem também considerados ferramentas para aprender e ensinar. Além disso, se as escolas buscam instrumentos que auxiliem os alunos a refletir sobre a sua aprendizagem, tornando-os, portanto, mais aptos a regularem sua aprendizagem (Perrenoud, 1998), será preciso que analisem cuidadosamente o tipo de instrumento que estão utilizando.

Palavras-chave


auto-avaliação; avaliação formativo-qualitativa; representação; validação.

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