O fim do homem soviético, de Svetlana Aleksiévitch: considerações sobre a literatura, o testemunho e a memória

Deivis Jhones Garlet, Lucas da Cunha Zamberlan

Resumo


Svetlana Aleksiévitch tem se destacado, mundialmente, pela composição de obras que se distanciam dos paradigmas tradicionais de representação literária por meio do recurso expressivo de exposição de vozes que pleiteiam a condição de testemunhas de um evento traumático. De fato, é pela revelação de vários relatos pessoais, em uma oralidade intensa, que as testemunhas se convertem em personagens e narradoras de um mosaico polifônico, no qual cada fragmento representa uma voz que tenta não ser esquecida, conferindo o tom memorialista às narrativas. Diante disso, propomos uma análise de O fim do homem soviético em termos formais e de conteúdo, sobremodo a partir de teóricos como Bakhtin e Benjamin, de maneira a nos aproximarmos das posições axiológicas contidas na obra. A partir dos resultados obtidos, avaliamos que as estratégias literárias empreendidas pela autora potencializam a complexidade histórica relativa ao desmembramento da União Soviética, alargando, pelos caminhos do testemunho e da memória, os limites da própria literatura.


Palavras-chave


Literatura comparada; Literatura de testemunho; Literatura e memória

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.23925/1983-4373.2018i21p232-246

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2018 FronteiraZ : Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

FronteiraZ está indexada em: