Necessidade de tomografia computadorizada em pacientes com trauma cranioencefálico de grau leve

Giuliana Ribeiro Lesur, Mariana Baptista Nishida, José Mauro da Silva Rodrigues

Resumo


O traumatismo cranioencefálico (TCE) é avaliado pela Escala de Coma de Glasgow (ECG) e pontuado como grave (3 a 8), moderado (9 a 13) e leve (14 e 15). Geralmente o grau do TCE relaciona-se às lesões diagnosticadas pela Tomografia Computadorizada (TC). Porém, essa correlação nem sempre ocorre no TCE leve, o que torna questionável a necessidade da TC, sendo dispensada ou indicada a partir de critérios de suspeita de lesão. Durante 3 meses, foram avaliados 45 pacientes admitidos na emergência do CHS, a partir de dados das fichas de atendimento, coletados por um formulário elaborado pelos autores, como ECG leve e dados clínicos e pessoais (nome, idade, gênero e indicações da TC), e os laudos. Dos 45 casos, 12 (26,7%) tinham EGC 14 e 33 (73,3%) ECG 15. Quanto ao gênero, 30 (66,6%) eram homens. Quanto ao mecanismo de trauma, encontramos 3 (6,7%) atropelamentos, 5 (11,1%) eventos envolvendo automóveis, 15 (33,3%) envolvendo motocicletas, 19 (42,2%) quedas e 3 (6,7%) vítimas de agressão. Nas suspeitas de lesões, as indicações de TC foram 31 (68,9%) perdas de consciência, 3 (6,7%) ECG menor que 15 até 2 horas da admissão, 1 (2,2%) suspeita de afundamento de crânio, 7 (15,5%) vômitos, 5 (11,1%) idade superior a 65 anos, 14 (31,1%) amnésia para fatos anteriores ao trauma e 31 (68,9%) mecanismos de trauma perigoso. Nos 5 pacientes com lesões intracranianas, sendo 1 (8,3%) com ECG 14 e 4 (12,1%) com ECG 15, as indicações de TC mais prevalentes foram: perda de consciência em 4 (80%) e mecanismo de trauma perigoso em 3 (60%). Conclui-se que pacientes com trauma de crânio leve, que apresentem ao menos um dos sinais ou sintomas de presença de lesão, devem ser submetidos a TC de crânio para avaliar a necessidade de avaliação neurocirúrgica.

Palavras-chave


traumatismo cranioencefálico; tomografia computadorizada; lesões tomográficas

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