Formas de caminhar na prática errante: o engaste do corpo na mata e na cidade

Marcela Belchior

Resumo


Ao longo da experiência de mobilidade na América, viajantes, em seus variados formatos e contextos, têm se utilizado de estratagemas para embrenhar-se nos lugares e culturas e construir um composto intrincado de modos de avançar pelo continente. A caminhada, nesse espectro, cumpre papel de recurso e expressão com grande potencial criador na medida em que é sistema aberto ao engaste por entre paisagens e modos de fazer. Neste artigo, então, discutimos o engajamento do corpo nesse diálogo com um cenário que propicia o aproveitamento de gestos, o desenvolvimento de jogos e a criação recíproca entre sujeitos e ambientes. Para isso, ambientamos nossa discussão em localidades da Chapada Diamantina (Bahia, Brasil), na experiência de viajantes pelas zonas urbanas citadinas, além de recuperar registros de práticas de deslocamentos ao longo do continente desde recuados atravessamentos, passando pelo período pré-colombiano e pelos movimentos de exploração e ocupação de territórios da região americana nos últimos séculos. Para isso, dilogamos com autores como Sérgio Buarque de Holanda, Serge Gruzinski, Michel de Certeau, Yuri Lotman, Claude Lévi-Strauss e Vilém Flusser, relacionando conhecimentos de comunicação, história, antropologia e semiótica.

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