DEFICIÊNCIA, AUTISMO E PSICANÁLISE

Cristina Abranches Mota Batista

Resumo


Resumo: Este artigo é resultado de uma exposição para o encontro do
Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP), realizado
em São Paulo em maio de 2013. O propósito desse encontro era abordar
as políticas públicas desenvolvidas para as pessoas com o Transtorno
do Espectro do Autismo (TEA) e o fato de o espectro autismo estar
associado à de3ciência intelectual na elaboração e condução dessas
políticas. Com esse intuito, este texto aborda os possíveis motivos que
levaram os governos e familiares de pessoas diagnosticadas com autismo
ou TEA a defender essa associação à de3ciência intelectual. Para tal,
foi realizado um breve histórico, destacando que essas duas patologias
estão entrelaçadas desde o início das descobertas cientí3cas na Idade
Moderna. Nesse percurso, este artigo explora a evolução do conceito
de de3ciência, de reabilitação, bem como dos direitos dessas pessoas,
defendidos mundialmente. Em cada um desses aspectos abordados,
situou-se a psicanálise e, para esta publicação, destacaram-se as posições subjetivas e possíveis tratamentos baseados na ética e nos dispositivos da psicanálise para ambos os casos. A intenção com este artigo é demonstrar que, mesmo a psicanálise não concordando com a associação desses dois quadros, tem muito a contribuir e a atuar na condução do tratamento desses sujeitos.
Palavras-chave: de3ciência intelectual; transtorno do espectro do
autismo; autismo; debilidade; reabilitação; psicanálise.

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DOI: https://doi.org/10.5546/peste.v4i2.22113