C. S. Peirce e G. M. Searle: O Embuste do Infalibilismo

Jaime Nubiola

Resumo


George M. Searle (1839-1918) e Charles S. Peirce trabalharam juntos na Coast Survey e no Observatório de Harvard durante a década de 1860: os dois cientistas foram assistentes de Joseph Winlock, o diretor do Observatório. Quando, em 1868, George, convertido ao catolicismo, deixouo para se juntar aos Padres Paulinos, ele foi substituído por seu irmão Arthur Searle. George foi ordenado padre em 1871, foi lente de Matemática e Astronomia na Universidade Católica da América e tornou-se o quarto padre superior de sua congregação de 1904 a 1909. Entre os livros que escreveu para não-católicos está Fatos Simples para Mentes Razoáveis (1895). No dia 8 de agosto de 1895, Peirce encontrou esse livro em uma livraria e no dia seguinte escreveu uma carta a George Searle desfiando suas fortes reservas sobre a questão da infalibilidade do papa. Essa carta (L 397) é praticamente desconhecida entre os scholars peircianos.Após descrever essas circunstâncias históricas como uma estrutura, o objetivo de meu trabalho será o de descrever os argumentos de Peirce contra a infalibilidade papal, apresentada por George Searle em seu livro, e o contraste entre a atitude genuinamente científica e a noção metafísica putativa da verdade absoluta que está – de acordo com Peirce – por trás da defesa da infalibilidade por parte de Searle. Nesse sentido, o falibilismo de Peirce será explicado com algum detalhe, dando conta também de seu infalibilismo prático.Finalmente, tendo em mente o interesse presente pelas idéias religiosas de Peirce, será sugerido que algumas das idéias de Peirce sobre infalibilidade estão mais perto da compreensão contemporânea desse assunto do que a defesa de Searle.

Palavras-chave


Falibilismo; Infalibilidade; Dogma; Catolicismo; Atitude científica; Charles S. Peirce; G.M. Searle

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