Estatística para alunos do 6º ano do Ensino Fundamental: um estudo dos conceitos mobilizados na resolução de problemas.

Rebeca Meirelles das Chagas

Resumo


O presente trabalho tem como objetivo identificar a percepção da variabilidade e o nível de raciocínio sobre essa característica, junto a alunos do sexto ano do Ensino Fundamental de uma escola pública estadual de Cotia. Discutimos quais são os conceitos e procedimentos mobilizados quando estes resolvem questões que envolvem leitura, interpretação e construção de gráficos. Particularmente, diagnosticar quais invariantes operatórios relacionados à noção de variabilidade que estes alunos mobilizaram nessas atividades. Como referências teóricas, consideramos os níveis de compreensão gráfica mobilizados pelos alunos em situação de resolução de problemas em contexto estatístico. Consideramos também a teoria dos Campos Conceituais, buscando identificar os invariantes operatórios por meio da observação dos alunos em situações de resolução de problemas. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, com aplicação de um instrumento diagnóstico, com participação voluntária de duas duplas de alunas. Os resultados apontaram para as dificuldades dos alunos na leitura, interpretação e construção de gráficos em situações específicas, como gráficos com escalas não unitárias e o com freqüência nula. Quanto ao cálculo da amplitude, os resultados mostraram um procedimento estável, por parte principalmente de uma das duplas pesquisadas, ou seja, um possível invariante operatório, a confusão entre freqüência da variável e a variável. This study aims to identify the perception of variability and the level of reasoning about this peculiarity, with students of the sixth year at basic education at a state school in Cotia. We discussed what are the concepts and procedures deployed when they resolve issues that involve reading, interpretation and construction of graphs. In particular, diagnose which operative invariants related to the notion of variability that these students mobilized in these activities. As theoretical references, we consider the levels of understanding graphical mobilized by students who are solving problems in statistical context. We also considered the theory of Conceptual Fields seeking to identify the operational invariants by observing the students in situations of problem solving. We performed a qualitative research, with application of a diagnostic instrument, with voluntary participation by two pairs of students. The results pointed to the difficulties of students in reading, interpreting and constructing graphs in specific situations, such as graphs with non-unit scales and null often. For calculating the range, the results showed a stable procedure, especially on the part of one of the pairs studied, in other words, a possible operational invariant, the confusion between the variable frequency and the variable.

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