IN MEMORIAM: PENSANDO ENSINO E PESQUISA EM RÁDIO, TELEVISÃO E INTERNET

Cármen Lúcia José

Resumo


Este artigo versa sobre a noosfera, arquivo imaterial de cultura, e a informática como potencial transformadora na lógica desse sistema. A comunicação interpessoal opera como fio condutor na formação do ambiente de cultura constituído e constituinte de imagens endógenas e exógenas imbricadas ao pensamento linear e/ou analógico. Observa-se na linguagem interna, interpessoal, escrita ou inscrita um recurso estruturante ao pensamento, sociedade e cultura oferecendo sentido aos vínculos. Os produtos imaginativos desse sistema habitariam a noosfera constituindo um arquivo imaterial da humanidade, e estando presentes tanto na intencionalidade universal quanto em um de seus corolários: a comunicação digital em rede. Infere-se que a informática ao derivar do pensamento analógico eclode como potencialidade de uma noosfera precedente à lógica binária, ou hierarquicamente dependente. Indaga-se sobre as inerentes transformações desse sistema e dos vínculos quando um de seus elementos adota relativa autonomia na produção de sentidos, rompendo os limites entre o limiar e seu procedente. A crítica recai sobre a desconstrução de um sistema ancestral – a noosfera pelo pensamento analógico -, em prol de sínteses informatizadas que se constituem mais eficazes na mediação comunicacional.


Palavras-chave


Ensino; Pesquisa; Radiofonia; Fronteira; Cultura do Ouvir.

Texto completo:

PDF

Referências


ADORNO, Teodor W.. e HORKHEIMER, Max. A Indústria Cultural. O Iluminismo como Mistificação de Massa. In: LIMA, Luiz Costa (org) Teoria da Cultura de Massa, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

BAITELLO Jr, Norval. Corpo e imagem: comunicação, ambientes, vínculos. In: RODRIGUES, David (org) Os Valores e as Atividades Corporais. São Paulo: Summus, 2008

BENJAMIN, Walter. A Obra de Arte na Era da Reprodutibilidade Técnica In: Obras Escolhidas. Magia e Técnica, Arte e Política. SP: Brasiliense,1985.

CAMPBELL, Joseph. O Poder do Mito SP: Palas Athena,1990.

ECO, Umberto. Apocalípticos e Integrados. 2ª ed. SP: Perspectiva, col. Debates, v.19, 1972.

FREITAG, Bárbara. Política Educacional e Indústria Cultural SP: Cortes Editora, 1989.

JOSÉ, Cármen Lúcia. Poéticas do Ouvir (1ª versão). Verso Reverso. São Leopoldo: Revista do Programa de Pós-Graduação da UNISINOS, 2002.

LEVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência: O futuro do pensamento na era da informática. RJ: Editora 34, 1993.

LOTMAN, Iuri. La Semiosfera I. Semiótica de la cultura y del texto. ed. Desiderio Navarro, Madrid: Frónesi Cátedra Universitat de Valência, s.d.

HARVEY, David. Condição Pós-Moderna. SP: Edições Loyola, 1992.

McLUHAN, Marshall. Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem. SP: Cultrix, 10ª ed.,1995.

NAVARRETE, Helena M. C. O Plano Ceibal e a constituição de ambientes comunicacionais. In: Comunicação e Cultura do Ouvir. (org.) MENEZES, José Eugenio de O. e CARDOSO, Marcelo. São Paulo: Plêiade, 2012

PIGNATARI, Décio. Signagem da Televisão. SP: Brasiliense, 1984.

SANTAELLA, Lucia. Cultura das Mídias. SP: Experimento,1996


Apontamentos

  • Não há apontamentos.