O locomover-se na cidade de São Paulo e a subjetividade: o motorneiro e o motoboy como metáforas da aceleração na metrópole

Luís Augusto De Mola Guisard

Resumo


Este artigo propõe a reflexão da experiência contemporânea do tempo nas ruas da metrópole paulistana, especialmente no que se refere à sensação generalizada de pressa, fato socialmente construído. A aceleração do tempo cada vez maior, da época dos motorneiros à dos motoboys, resultou no esvaziamento da narrativa e da experiência partilhável.Fruto do atual estágio da cidade, o personagem motoboy parece viver sob um constante risco, que vai além da morte física: o risco da morte simbólica. A história de São Paulo pela voz do motorneiro e do motoboy pode revelar que, nos cerca de 40 anos que separam estes dois personagens urbanos, a cidade vem se desumanizando e perdendo gradativamente aquilo que dá sentido ao convívio social, que é o encontro.

Palavras-chave


São Paulo; metrópole; tempo; trabalho; relações sociais

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