Cordelistas no processo migratório: a expressão da experiência feminina e nordestina

Ana Aparecida Alves Pereira Oliveira, Maria Clara Pereira Soares

Resumo


A migração de diversos nordestinos desde épocas passadas até os dias de hoje teve como impulso a situação em que estes viviam na região do sertão. A seca e as desigualdades foram motivadoras do êxodo para os centros urbanos da região Sudeste. Os cordelistas foram também alguns sujeitos desse processo, impulsionando a produção da literatura em outras regiões do país. O cordel original do Nordeste começa a se espalhar muito fortemente pelo Brasil a partir do movimento migratório de homens e mulheres. Tendo isso em vista, neste artigo, entendendo o cordel nordestino como um gênero literário característico do Brasil, buscaremos identificar como esse representa costumes, práticas e comportamentos específicos da cultura nordestina. Assim como também buscaremos compreender o processo migratório de mulheres da região para o Sudeste. Com relação à autoria feminina no cordel e a representação do contexto migratório, partiremos de uma entrevista e da análise de textos da cordelista cearense, hoje radicada no Rio de Janeiro, Dalinha Catunda, cuja experiência se situa no contexto do processo migratório, refletindo-se profundamente na elaboração dos seus textos.

Palavras-chave


Cordel; Migração; Autoria; Mulheres; Gênero.

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