MEDICALIZAÇÃO E CONTROLE NA EDUCAÇÃO: O AUTISMO COMO ANALISADOR DAS PRÁTICAS INCLUSIVAS

Davi Cavalcante Roque da Silva

Resumo


No acompanhar do trabalho institucional do psicólogo em duas escolas– de ensino fundamental e escolaespecial– discute-se a temática da medicalização na educação, nas articulações intersetoriais com a saúde eeducação especial, objetivando analisar as relações a partir dos (des)encontros entre trabalhadores da saúde eda educação, e os focos de tensão entres esses profissionais e as famílias dos alunos na forma de demandas eencaminhamentos da escola. A medicalização é discutida nas relações com a escola especial quando se trabalhacom diagnóstico neuropediátrico de autismo, atribuído a uma aluna pré-adolescente. O referencial teórico é oda análise institucional e estudos da filosofia da diferença, contando, fundamentalmente, com os conceitos decontrole (Deleuze) e governamentalidade (Foucault). Veiga-Neto subsidia a problematizar nas (micro)políticaspúblicas a produção social de uma inclusão excludente. Foram privilegiados os dispositivos analisadores deencontros formais entre os profissionais,os relatórios de avaliação e encaminhamentos focalizando, entreoutros aspectos, (1) os movimentos de profissionais e da aluna que questionam e ultrapassam a ordem dosdiagnósticos e (2) a questão política local/geral de acessibilidade à escola especial.

Palavras-chave


medicalização; controle; inclusão; psicologia e educação; psicologia social

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