REPRESENTAÇÃO SOCIAL DA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA RELAÇÃO ENTRE PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO

Ruthie Bonan Gomes, Cristina Lhullier

Resumo


esentações sociais. Deste modo, pode-se considerar a deficiência intelectual tanto como um conceito científico quanto como uma produção discursiva. Tomando como base esta segunda perspectiva, pode-se investigá-la a partir da teoria das representações sociais. Portanto, o presente trabalho tem como objetivo descrever a representação social da deficiência intelectual emergente do conteúdo de artigos publicados em periódicos da psicologia. A coleta de dados iniciou-se com a busca de artigos indexados nas bases de dados hospedadas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS-PSI), utilizando os descritores deficiência intelectual e psicologia, entre os anos de 2005 e 2014. Dos 63 artigos encontrados, 11 foram utilizados por cumprirem os critérios de inclusão definidos. Os artigos selecionados foram analisados a partir dos procedimentos da técnica de associação de ideias. Os resultados descrevem uma representação social composta por uma visão normatizadora dos sujeitos com esta deficiência, influenciada pela supremacia do modelo médico baseado em concepções organicistas, que se apresenta, em especial, nas práticas dos contextos educacionais e laborais. A utilização das concepções sócio-históricas no discurso frente à deficiência intelectual é produzida pelos pesquisadores para criticar a visão normativa de sujeito, o que nos mostra o tensionamento existente entre a prática com os sujeitos com deficiência intelectual e a produção do saber a eles destinada

Palavras-chave


representações sociais, deficiência intelectual, psicología, educação, produção científica

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DOI: https://doi.org/10.5935/2175-3520.20170009

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