Representações sociais sobre educação e trabalho por parte de jovens estudantes trabalhadores

Maria Laura Puglisi Barbosa Franco

Resumo


O artigo analisa as representações sociais sobre a escola e trabalho por parte de jovens estudantes do ensino médio. Foram contatados 955 alunos deste nível de ensino; foi aplicado um questionário "reflexivo" com 62 questões, que permitiu coletar, além dos dados gerais de identificação, as expectativas, representações sociais, opiniões e respostas relacionadas às situações problemas com base na vivência cotidiana dos respondentes (via questões "abertas"). Da totalidade dos alunos contatados, cerca de 65% frequentam o ensino médio no período noturno em escolas estaduais do município de São Paulo e, entre esses, 82% estudam e trabalham. É desses que vamos nos ocupar para desenvolver as relações que estabelecem entre escola e trabalho. Os resultados mostram que a valorização da escola depende das condições sociais do aluno. E é essa escola que aí está, embora eivada de críticas por parte dos especialistas, é vista como uma (senão a única) possibilidade de ascensão social. O trabalho é conceituado de uma maneira imediatista e individualista. Não se percebe, na fala dos jovens pesquisados, a percepção de que o trabalho é uma atividade essencialmente humanae que as situalçies desiguais (estruturas e conjunturas) do mundo concreto são históricamente produzidas pelos homens e, portanto, só podem ser superadas pelos próprios homens que as produziram. A partir desta constatação delineamos os desafios que devemos enfrentar para a melhoria da educação e conscientização desses jovens.


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