O sujeito revelado por Freud e seu destino num mundo em mutação

Bárbara Ferreira Arena

Resumo


Com o apoio de estudos advindos da Filosofia, da Antropologia e da História, buscou-se investigar até que ponto as características constituintes do sujeito revelado por Freud já teriam sofrido alterações, devido ao desmoronamento da sociedade patriarcal e à emergência de uma nova ordem simbólica na cultura. Considerando que o imaginário da cultura fornece os elementos constituintes do eu ideal da mãe, numa situação originária de maternagem que, por sua vez, constitui, do mesmo modo, o eu ideal da criança — ou o "narcisismo primário", em Freud, ou "a matriz" do sujeito do inconsciente, em Lacan —, procurou-se examinar como a cultura é formulada em sua instância paradigmática para perceber de que substrato consiste o sujeito revelado por Freud, em que moldes ele se reproduz em seu formato original paradigmático e, nesse processo, quais "flancos" permaneceriam abertos na reprodução do imaginário, permitindo alterações sistemáticas na recursividade do paradigma nuclear gerador da cultura, possibilitando assim a emergência de uma nova ordem simbólica, que propiciaria a emergência de um outro sujeito do inconsciente, que daria origem a sujeitos sociais distintos daqueles vigentes na sociedade patriarcal.


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