A SOLIDEZ DA ESPIRITUALIDADE SÁLMICA DIANTE DA SOCIEDADE LÍQUIDA ATUAL

Autores

  • Rafael Gouvêa Domingues Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.23925/2177-952X.2018v12i22p104-112

Palavras-chave:

Espiritualidade, Salmos, Sociedade Líquida, Pecado, Magistério da Igreja

Resumo

Este artigo almeja elucidar o valor do aperfeiçoamento da fé cristã por meio de fundamentações, de modo a salvaguardá-la de certo reducionismo ao plano imanente e temporal, apontando para a existencialidade do ser cristão que perscruta o que é escatológico. O itinerário proposto se perfaz pela consciência autêntica de pecado, de tal modo que o pecador se reconheça como tal e experimente a presença salvadora de Deus, em âmbito tanto pessoal quanto comunitário-social. A metodologia empregada constituiu-se em pesquisa bibliográfica e eletrônica afins ao tema alvitrado. Basilarmente utilizou-se de alguns autores renomados como Zygmunt Bauman na expressividade da modernidade líquida; de Luís Alonso Schökel, na abordagem bíblica; de vários pronunciamentos do Magistério da Igreja Universal e Latino-Americana, além das referências à Sagrada Escritura. O percurso transitou da liquidez presente na realidade hodierna até a solidez da espiritualidade, mais especificamente do povo de Israel por meio dos Salmos, na revisitação de tal gênese espiritual. Dentre estes, optou-se pela esfera penitencial, detendo-se mais no Salmo 32(31). Concluiu-se a vigência de uma espiritualidade arraigada e permanente, mediante o cultivo da comunhão com Deus, assegurando pilastras mestras para vivenciar a fé ampliadamente em meio às fugacidades da contemporaneidade.

Biografia do Autor

Rafael Gouvêa Domingues, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Presbítero diocesano, Bacharel em Teologia pela Faculdade Dehoniana, com especialização em Gestão de Pessoas pela Uniseb/Coc; especialização em Filosofia e Ensino de Filosofia e em Teologia Contemporânea, ambas pelo Centro Universitário Claretiano; mestrando em Teologia Prática pela PUC-SP.

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Publicado

2019-01-09

Edição

Seção

ARTIGOS