O conceito de tolerância em Paul Ricoeur

Donizete José Xavier

Resumo


Na atualidade, a ideia de que somos um todo, corpo orgânico, tecidos das mesmas substâncias, parece naufragar no submundo do oceano das nossas incertezas. As buscas desenfreadas de nossas prepotências podem levar-nos ao não-sentido sob pena de cairmos numa hybris desmedida de um pensamento e comportamento que se autoinstituem como absolutos. Agravam-se as condições das relações e da convivência humana. O dogmatismo e o ceticismo apoderam-se “da verdade” e a tolerância parece ceder lugar para o indiferentismo, o intolerável e a própria intolerância. Nesses termos, o que se põe neste artigo é a necessidade de saber sob que nuances ricoeurianas podemos analisar as condições de atividades que integram o tecido ético da nossa existência humana que não só transfiguram, mas como exigem a ressignificação da tolerância como virtude, capaz de interpelar um agir humano e generoso que se paute na história como princípio ético-político na formação real e original das paisagens humanas.


Palavras-chave


indiferentismo; tolerância; existência humana; kénosis

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DOI: https://doi.org/10.23925/1677-1222.2017vol17i3a3

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