COSMOLOGIAS AFROINDÍGENAS NA AMAZÔNIA MARAJOARA

Agenor Sarraf Pacheco

Resumo


Dialogando com historiografias dos contatos indígenas e africanos na Amazônia, imagens de inscrição da arte nativa em cerâmica marajoara, cachimbos, altar barroco e narrativas literárias, que reconstituem marcas dos intercâmbios dessas culturas na Amazônia Marajoara a partir do século XVII, o ensaio procura visibilizar práticas “decoloniais” em territórios da “diferença colonial” experienciadas por índios, negros e afroindígenas entre campos e florestas na região. A perspectiva central do estudo é demonstrar que cosmologias de grupos de tradições orais, explicativas das múltiplas expressões de seus modos de vida praticados e compartilhados na Amazônia, apesar de ainda pouco exploradas pelos estudiosos da diáspora, agenciaram significados de lutas culturais estabelecidas astuciosamente contra a dominação de suas artes, corpos e pensares por grupos no poder no contexto colonial. Em tempos contemporâneos, essas cosmologias vêm sendo continuamente reafirmadas por meio da recriação de saberes, danças, cantos, religiosidades e outras sociabilidades como expressões de patrimônio material e imaterial afroindígena neste portal da Amazônia.


Palavras-chave


Cosmologias; Afroindígena; Decolonialidades; Amazônia Marajoara

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