LIBERDADE E MÍSTICA EM THOREAU: ATO POLÍTICO

José Altran

Resumo


Mesmo sendo reconhecida influência para figuras e movimentos importantes dos últimos dois séculos, desde anarquistas a ambientalistas, a filosofia de Henry David Thoreau ainda é pouco estudada academicamente, quando não reduzida a caricaturas equívocas e superficiais. Apresentamos neste artigo, em contornos gerais, a pertinência de seu pensamento para os estudos da religião: o que o ermitão de Concord propõe através de seus livros, ensaios, poemas e diários é uma perspectiva de autonomia desobediente diante dos imperativos do Estado, oriunda de uma ascese mística que toma palco na natureza. O cidadão é livre à medida em que, iniciado pelo sagrado dos bosques, assume sua autenticidade e zela por uma vida de simplificação material e simbólica, alforriando-se das instituições que extraem da dependência social o seu poder. Não perdendo de vista a singularidade do ethos americano oitocentista e das condições históricas em que viveu, sugerimos que seu legado percorre a inconsciência dos dias de hoje, impelido pela liberdade e desobediência que brotam do enlevo agraciado nas matas e culminam na ação.

Palavras-chave


Thoreau; liberdade; mística; desobediência

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DOI: https://doi.org/10.23925/1980-8305.2017.i30p264-277

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