Heterogeneidade nas diretrizes do câncer de mama: Ministério da Saúde e Secretarias Municipais de Saúde

Bruna Campos De Cesaro, Virginia Paladino Cardozo Vasconcellos, Bruna Telles Scola

Resumo


Introdução: Entre as mulheres, a neoplasia maligna de mama é responsável por 20% da incidência de câncer e por 14% do total de mortes associadas às neoplasias. O Ministério da Saúde brasileiro definiu estratégias a serem priorizadas e elaborou documentos de consenso com recomendações para a prevenção, a detecção precoce, o diagnóstico, o tratamento e os cuidados paliativos para o câncer de mama. Embora haja essa definição, as secretarias de saúde criam seus próprios protocolos ou utilizam outras recomendações. Objetivo: Verificar os protocolos existentes e compará-los com o do Ministério da Saúde. Métodos: Foi realizada revisão da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Google Acadêmico, utilizando-se os termos: “neoplasias da mama”, “sistema único de saúde”, “protocolos” e “protocolos clínicos”. Resultados: Foram encontrados 123 resultados; destes, 44 foram selecionados para leitura completa, permanecendo 10 trabalhos para esta revisão. Foi identificado que os protocolos das secretarias de saúde divergem do protocolo nacional quanto a fatores de risco considerados, papel da atenção básica, idade indicada para início de exames de prevenção, assim como a periodicidade indicada de exames. Conclusão: De acordo com esta revisão, existem divergências entre as diretrizes dos municípios e a nacional quanto ao câncer de mama. O desconhecimento sobre o protocolo nacional pode causar gastos desnecessários, destacando-se a necessidade de uniformização ou embasamento das ações tomadas para o desenvolvimento e a avaliação de programas de prevenção e tratamento do câncer de mama, objetivando a diminuição da mortalidade decorrida desse agravo.


Palavras-chave


neoplasias da mama; Sistema Único de Saúde; protocolos clínicos; protocolos; saúde pública

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DOI: https://doi.org/10.23925/1984-4840.2019v21i1a5

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