Análise histológica da inflamação pericateter de longa duração com longo trajeto no subcutâneo.

Willy Marcus França, Elsner Gonzaga

Resumo


O acesso venoso central é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns na cirúrgica pediátrica em todo mundo, pois frequentemente são utilizados para tratamentos com antibióticos, fluidos com eletrólitos, quimioterapia, nutrição parenteral total, etc. As complicações loco-regionais decorrentes da permanência de cateteres venosos são descritas mais frequentemente como: trombose, infecção, edema e celulites locais, mobilização e perda do cateter. Estas complicações levam também à sua retirada precoce e à necessidade de novas cateterizações para administração dos medicamentos. As lesões e complicações vasculares e perivasculares decorrentes da presença de cateteres de acesso venoso central em veias periféricas são pouco estudadas na literatura devido, muito provavelmente, às dificuldades de se estabelecer modelos experimentais de cateterização venosa (flebotomia) que permitam o estudo destes vasos e os tecidos perivasculares na região da flebotomia e no seu trajeto no subcutâneo até o reservatório de punção após muitos dias de cateterização. O objetivo do presente estudo é analisar essas alterações histológicas da região peri-cateter, no trajeto extra-vascular que possam sugerir a existência das complicações descritas acima ou prevení-las. A justificativa para realização desse trabalho é atualizar e encontrar qualquer informação que possa auxiliar na manutenção dos cuidados que protegem os sítios de implantação desses cateteres, pois será de grande valia para o manejo mais adequado dos pacientes que são submetidos a colocação desses cateteres. Material e método, foram selecionados 24 coelhos os foram divididos em 3 grupos e submetidos aos procedimentos cirúrgico para colocação do cateter e analisados na variável tempo de permanência do cateter as diferentes reações e achados inflamatórios. Como resultado foi observado, sob análise macroscópica, a presença de um envoltório fibroso ao redor do cateter no tecido celular subcutâneo dos animais do Grupo 1 (G1) e no Grupo 2 (G2). Microscópicamente, pequena reação inflamatória com poucos neutrófilos em G1, presença de fibrose e granuloma em G2 e no grupo controle (G3) não foi observado nenhum achado. A Conclusão foi que a formação do envoltório fibroso peri-cateter é desencadeado pela presença do cateter no tecido subcutêneo que funciona como fator de injúria e inicia um processo inflamatório com formação de fibrose. Além disso, conclui-se que a reação inflamatória leve pode justificar uma permanência mais longa do catéter; o envoltório fibroso peri-cateter pode sugerir que um isolamento do cateter ajude a falta de reação e o modelo experimental mostrou-se para a realização da proposta inicial.

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