Investigação da ação antimicrobiana da luz azul contra diversos agentes de infecção hospitalar.

Marcela Pellegrini Peçanha, Jivago Jordão Camargos Ferreira, Aurélio Lourenço Diniz

Resumo


Após 60 anos de uso, antibióticos têm perdido progressivamente sua eficácia no tratamento de infecções e a disseminação de bactérias multirresistentes tem se tornado uma grande ameaça. Muitos estudiosos afirmam que o período atual, conhecido como “Era dos antibióticos” chegará ao fim, podendo tornar infecções bacterianas intratáveis. Uma abordagem inovadora não farmacológica, a terapia com luz azul (TLA), tem ganhado cada vez mais atenção devido ao seu efeito antimicrobiano intrínseco. Estudos recentes demonstram que luz azul com comprimento de onda de 400–470nm tem efeitos antimicrobianos em diversos grupos de bactérias, sem possuir efeitos deletérios sobre células de mamíferos. Acredita-se que a luz azul excita moléculas fotossensibilizadoras endógenas, (porfirinas, citocromos, flavinas e NADH), levando à formação de espécies reativas de oxigênio e à morte bacteriana. Objetivos: Investigar o efeito bioinibitório da luz azul emitida por LED sobre diversos agentes microbiológicos causadores de infecções nosocomiais. Justificativas: Já que o uso extensivo e indiscriminado de antibióticos é o principal fator responsável pela resistência microbiológica às drogas antimicrobianas, o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas torna-se crucial. Metodologia: Após a diluição das espécies na concentração de 106 UFC/ml em solução salina 0,9%, era espalhado 0,2 ml por placa de Petri. Foram preparadas placas contendo Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Candida albicans que foram irradiadas por luz visível azul (420 nm) com fluências de 0, 20, 50 ou 100 J/cm2, e, ao fim eram colocadas em estufa a 36°C por 24 horas. Após isso, era feita a quantificação das colônias por meio de software. Resultado da análise: Os microrganismos apresentaram sensibilidade à exposição à luz azul de 420 nm. As placas foram expostas a diferentes doses de energia. O grau de bioinibição mostrou-se depender da dose de irradiação, apesar dessa relação ser não-linear. Foram obtidas reduções de 2 log a 4 log. Além disso, foi possível perceber que as diferentes espécies apresentam comportamentos distintos sob a irradiação de luz azul.

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