Prevalência de obesidade em escolares de um distrito rural no interior de São Paulo

Marina Maccellaro, Ana Lídia Marcon Almeida, Vinícius Fulini Bazzo

Resumo


Introdução: A Unidade Básica de Saúde (UBS) “José Abud Lara" localizada no distrito rural de Laras, Laranjal Paulista, SP, com acesso por estrada de terra e travessia do rio Tietê, por balsa. Entre 2014 e 2017, contou com uma médica em período integral, ofertado pelo Programa de Valorização da Atenção Básica e programa “Mais Médicos para o Brasil”. Com essa inserção na comunidade, a médica pode observar a população e perceber suas características, como a presença de aumento de peso e obesidade entre as crianças e adolescentes. No Brasil aproximadamente 60% da população está acima do peso, com aumento nos últimos anos, inclusive entre as crianças. Entre os adultos obesos, 30% foram crianças obesas, com grande impacto à saúde pública. Existem poucas evidências sobre o tratamento da obesidade entre crianças e adolescentes. A intervenção sobre hábitos alimentares e atividade física está entre as propostas para a prevenção e tratamento da obesidade. Atividades educativas realizadas no ambiente escolar criam vínculo entre os escolares e os profissionais de saúde, fomentam a análise crítica e reflexiva sobre suas condutas, ajudam prevenir agravos à saúde e podem desencadear mudanças positivas para seus lares e dinâmica familiar. Objetivo: Conhecer a prevalência de aumento de peso em escolares do 1º ao 9º ano, identificar fatores associados e planejar ações de promoção à saúde. Métodos: Os alunos do 1º ao 9º assinaram o TCLE e termo de assentimento e responderam questionário sobre estilo de vida. O peso e altura dos pais também foram coletados. As crianças foram pesadas e medidas pelo pesquisador. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Dos 120 alunos da única escola do distrito, 105 participaram do estudo, sendo 69 eutróficas, 25 com obesidade, 10 com sobrepeso, uma com baixo peso. Há proporção maior de crianças com sobrepeso e obesidade entre as crianças que consomem menos verduras e frutas, consomem mais alimentos fritos, realizam menos atividade física e ficam mais tempo frente aos vídeos, p< 0,001. Há uma relação positiva entre o estado nutricional do pai e das crianças, p< 0,05. Não se observou relação entre o estado nutricional da mãe e crianças. Conclusão: Os dados confirmam alta prevalência de obesidade entre os escolares e identifica fatores associados, possibilitando espaço amplo para intervenção. Além disso, permitiu a discussão do problema entre os membros da comunidade, escola, Universidade e serviço de saúde.

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