Brechas para o riso, o espanto e o fantástico nos cadernos Cotidiano, Ilustrada e Poder do jornal Folha de S. Paulo

Mylène Goudet

Resumo


A seleção de matérias do jornal Folha de São Paulo em 2014 para composição deste artigo obedeceu o seguinte critério: as notícias teriam que fazer rir ou assombrar, ou as duas coisas. Este critério foi também uma estratégia para evitar leituras capturadas pelos tons apocalípticos, especulativos e tendenciosos que revestem os periódicos em tempos de acirramentos políticos, como os vividos no ano da pesquisa. Partimos do princípio que as realidades das nossas ruas são bem mais espantosas e complexas do que as notícias da primeira página de um jornal. Ao longo da pesquisa, percebemos com alegria que, apesar dos assuntos dominantes serem os de teor político-econômico, matérias sobre nossa riqueza cultural continuam presentes e em quantidade no jornal impresso. Podem ser encontradas, ainda que de forma vestigial, na diagramação das manchetes, nas imagens e nas matérias aninhadas nas periferias das páginas dos diversos cadernos. Através das teorias do barroco e mestiçagem desenvolvidas por Amálio Pinheiro e François Laplantine, alinhadas com ensaios e obras literárias de Alejo Carpentier e Jose Lezama Lima, desejamos dar visibilidade amplificada à imensa complexidade e riqueza cultural brasileira presentes de forma difusa no jornal impresso.


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