O Sinequismo é necessário?

Matthew E. Moore

Resumo



Como observou Murray Murphey hpa mais de cinquenta anos, o aparente fracasso de Peirce em terminar sua teoria da continuidade ameaça reduzir seu último sistema filosófico a um "castelo no ar". Nesse texto, começo por argumentar que Peirce realmente falhou em desenvolver uma teoria rigorosa do continuum que ele pensou precisar. Então, trato primeiro a questão sobre se ele realmente precisava dele, através da avaliação do papel da continuidade nas conferências sobre o Pragmatismo, em Harvard, de 1903. Enquanto a continuidade aparece num surpreendente pequeno número de passagens relativamente breves nessas conferências, encontro duas das quais a importância doutrinal delas as tornam dignas de minuciosa avaliação. Essa avaliação revela que a força argumentativa dessas passagens está muito reduzida em função da ausência de uma teoria da continuidade completamente desenvolvida; também revela como Peirce consistentemente perdeu-se pelos erros e lacunas na teoria que ele havia parcialmente desenvolvido. Porém, existem boas assim como existem más notícias. Peirce tem outros argumentos, que não se apoiam em sua fracassada teoria da continuidade, para muitas das afirmações centrais que ele desenvolve nas conferências de Harvard. Quando somos céticos, como deveríamos  ser a respeito das grandes afirmações de Peirce sobre a continuidade, o resultado não é a vaporização completa do castelo, mas sua remodelação a proporções mais modestas, mais ainda assim habitáveis.

Palavras-chave


Sinequismo; Continuidade; Realismo; Generalidade; Tempo.

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