Superando a Disputa Entre a Filosofia e a Poesia

Douglas R. Anderson

Resumo


A cultura ateniense, inclusive personagens como Platão e Aristófanes, colocou a poesia e a filosofia em choque. A disputa entre os dois permaneceu no cerne das práticas filosóficas ocidentais até o Século XXI, ao ponto de muitos, se não a maioria, dos filósofos profissionais hoje, ainda não aceitarem Agostinho, Emerson ou mesmo Heidegger como “filósofos”. Esta tendência parece estar mudando lentamente, já que pouco se fala sobre a
antiga disputa. Aqui, pretendo recorrer à obra de C.S. Peirce, William James e George Santayana para demonstrar que a base da disputa é equivocada. À medida que a filosofia passa por seus fracassos dedutivistas dos últimos séculos, começará a ver que a poesia e a filosofia são aspectos contínuos do que Santayana denomina o espírito humano, e que trabalham em conjunto para gerar conhecimento sobre a experiência humana. A obra de Peirce traz à tona a continuidade entre as duas; James e Santayana sugerem que a poesia devolve aos nossos discursos a “densidade” da experiência que é geralmente eliminada pela análise conceitual; e Santayana revela e interpreta uma imagem da filosofia que torna a arte e a expressão poética como ponto focal da vida filosófica.

Palavras-chave


James; Peirce; Platão; Poesia; Santayana; Espírito.

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