Nota sobre linguagem e realidade, práticas e coisas

José Crisóstomo de Souza

Resumo


O texto trata de entender a relação entre linguagem e realidade a partir de uma ótica particular, a que chamo de prático-poiética, a do nosso emaranhamento prático-material, social, produtivo, com o mundo, com práticas e com artefatos. Foca principalmente na crítica do que se pode chamar de uma posição wittgensteiniana (antirreferencialista e tomada aqui como linguocêntrica) a respeito do assunto. Mas também registra, brevemente, algo de uma posição peirciana, centrada na noção de mediação, e de uma posição antiessencialista sobre a mente, voltada para a linguagem ordinária. Sempre tendo em vista a superação de uma perspectiva “linguocêntrica” (pós-virada linguística) por uma posição materialista prática, da qual fazem parte, como pressupostos, entre outros, as ideias de ação humana como poiesis, de crença como hábito de ação e da noção de uma coisa como constituída essencialmente por seus efeitos sensíveis. O que envolveria ainda um realismo prático e em um perspectivismo material, com consequências para nossos modos de entender linguagem e realidade, mas também, junto com isso, significação, conhecimento, ação, etc. O que inclui, reinterpretados, elementos do pragmatismo tanto quanto do chamado materialismo histórico, a partir dos quais a noção de forma de vida fica associada à de cultura material e à de práticas de produção material-espiritual, envolvida com objetos, objetivações – e linguagem.

Palavras-chave


Artefatos; Formas de vida; Práticas; Realidade; Significação.

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DOI: https://doi.org/10.23925/2316-5278.2019v20i1p137-149

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