O limite e o excesso neobarroco no grafite

Autores

  • Lourdes Gabrielli

Palavras-chave:

Neobarroco, Grafite, Arte visual, Verbo-visual, Fronteiras

Resumo

Em algumas manifestações da arte visual ao longo da história, verificamos o uso do suporte como elemento participante da construção da obra. Trata-se de uma transposição de limites, quando a linguagem ultrapassa suas fronteiras e imbrica-se com outra, e juntas criam uma informação que é híbrida das duas linguagens que a formaram. Tal transposição de fronteiras se dá também com relação à imbricação dos códigos verbal e visual na obra artística. Essa transposição das fronteiras da linguagem acontece quando aumenta a intensidade do diálogo, criando-se pontos em comum entre um e outro e tornando facilitada a migração de elementos. Tais transgressões podem ser estudadas através dos conceitos de excesso e limite no neobarroco, dois tipos de ação cultural que confrontam dois procedimentos distintos: o de se manter dentro do espaço perimétrico e o de tender para o limite e transpor a fronteira em direção ao excesso. Dentre as possibilidades para ilustrar tal procedimento, optamos pelo grafite, uma manifestação verbo-visual cujo suporte é a arquitetura urbana e que facilmente ultrapassa o limite de seu espaço comunicativo ao inserir-se no suporte ou ao imbricar informação verbal e visual.

Biografia do Autor

Lourdes Gabrielli

Lourdes Gabrielli é doutora e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, professora do curso de Publicidade da PUC-SP e Universidade Mackenzie. Editou, em conjunto com Tânia Hoff, Redação Publicitária (2004), pela Elsevier, e participou com o capítulo Propaganda: hibridação cultural e mestiçagem do livro Mídias: multiplicação e convergências (2009), pela Editora Senac.

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Como Citar

Gabrielli, L. (2012). O limite e o excesso neobarroco no grafite. Cordis: Revista Eletrônica De História Social Da Cidade, (3-4). Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/cordis/article/view/9552