A singularidade e o trabalho clínico terapêutico

Suzana Magalhães Maia

Resumo


Este artigo trata da singularidade que todo trabalho clínico terapêutico possui, à medida que se configura como um espaço onde o self pode ser relevado. A partir do relato de um caso de uma criança em atendimento psicanalítico, o texto destaca os caminhos pelos quais sua subjetividade vai revelando-se, expressando a necessidade de vivenciar, com o outro, uma experiência humana que lhe possibilite ser uma pessoa e ser ela mesma. Destaca, também, a importância desta percepção, pois trabalhos clínicos-terapeuticos de diferentes origens podem ser propostos. A ausência de linguagem e a pressão social para que esta emerja podem levar a um trabalho centrado na alteridade, no qual a menina adquire e desenvolve linguagem em presença do outro. A autora discute, por meio do caso clínico apresentado, que a necessidade da paciente era mais básica: precisava viver a fusão com um outro ser humano para dele poder se diferenciar e, assim, criar condições para o desenvolvimento de relações interpsíquicas, base fundamental para que a linguagem se estruture e o trabalho fonoaudiológico possa florescer.

Palavras-chave


subjetividade, clínica, psicanálise.

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