No discurso de estagiários e recém-formados: por que incluir os pais no processo terapêutico fonoaudiológico de seus filhos

Denise Terçariol, Fernanda Delazeri, Raquel Schillo

Resumo


Este trabalho configura-se  como um recorte de uma monografia de conclusão do curso de Fonoaudiologia da Univali. A partir de dois modelos clínicos discutidos na literatura da área, denominados da objetividade e subjetividade, o objetivo da pesquisa foi identificar a concepção de clínica que sustenta a intervenção fonoaudiológica realizada com pais de crianças com sintomas de linguagem atendidas no setor de Fonoaudiologia Clínica da Universidade do Vale do Itajaí – Univali. Para tanto, o estudo foi norteado pela perspectiva qualitativa, e os instrumentos de coleta de dados utilizados foram entrevistas com os estagiários do 8o período e profissionais recém-formados do curso – totalizando seis sujeitos – e análises de documentos, sendo estas últimas realizadas a partir dos registros elaborados pelos entrevistados durante o estágio supervisionado em Fonoaudiologia Terapêutica. Para alcançar o objetivo do estudo, a pesquisa foi norteada pelas categorias por que e como os sujeitos da pesquisa realizam intervenções com pais de crianças com sintomas de linguagem. Tendo em vista a extensão da monografia, neste artigo é apresentada apenas a análise da categoria por que, a qual revela que os motivos pelos quais os sujeitos da pesquisa realizam as intervenções com pais se devem ao fato de a família ser a primeira instituição social em que a criança está inserida, ao pouco tempo de duração das sessões, bem como à necessidade de os sujeitos entrevistados esclarecerem os pais sobre o que é realizado nas sessões de terapia fonoaudiológica. Ao longo da pesquisa, identificou-se que as referidas intervenções com pais acontecem calcadas nos referenciais da clinica da objetividade.

Palavras-chave


fonoaudiologia, linguagem, pais.

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