Pesquisa do limiar de desconforto auditivo em pacientes com hipersensibilidade auditiva

Ana Elisa F. C. Ribeiro, Luciana M. Ribeiro, Ana Beatriz F. Ribeiro, Iêda C. Pacheco Russo

Resumo


Introdução: na prática clínica, recebemos muitos pacientes apresentando audição normal, mas com queixas de incômodo a sons que, para grande parte das pessoas, são perfeitamente suportáveis. A maioria desses pacientes não consegue obter um diagnóstico para seu problema. Diante dessa realidade, o objetivo deste trabalho é determinar os achados da faixa dinâmica da audição de um grupo de pacientes com queixa de hipersensibilidade auditiva, comparando com um grupo controle sem essa queixa. Material e método: foram avaliados 17 sujeitos, na faixa etária entre 20 e 45 anos, distribuídos em dois grupos: 1º– nove pacientes com queixa de hipersensibilidade auditiva aos sons ambientes; 2º– oito pacientes sem queixa auditiva. Foi realizada a pesquisa dos limiares de audibilidade para as freqüências de 250 a 8000 Hz e pesquisa do limiar de desconforto nas freqüências de 500 a 4000 Hz. Foram subtraídos os valores do limiar de desconforto pelo limiar mínimo, resultando na faixa dinâmica para cada freqüência. Posteriormente, encontrou-se a média da faixa dinâmica de cada orelha ou Quociente Johnson (FaixaDinâmica da Hiperacusia– JHQ). Os dois grupos foram comparados. Resultados: foram observadas diferenças estatisticamente significantes na faixa dinâmica entre os dois grupos; no grupo controle entre 95 e 110 dB NS e no grupo estudado entre 50 e 90 dB NS. Conclusão: apesar da pesquisa do limiar de desconforto ser uma avaliação subjetiva, devemos realizá-la sempre que houver queixa do paciente, para evitar uma exposição desnecessária a sons intensos durante a avaliação audiológica.

Palavras-chave


hiperacusia; audiologia; testes auditivos

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