Aquecimento e Desaquecimento Vocal em Estudantes de Pedagogia

Maria Lúcia V. Masson, Camila M. Loiola, Eliana M. G. Fabron, Maria de Lourdes M. Horigüela

Resumo


Introdução: a voz representa um dos principais recursos de interação entre o docente e o aluno. Assim como os professores, futuros professores também constituem população de risco para o desenvolvimento de disfonia e podem ser sujeitos de uma intervenção protetora. Objetivo: avaliar o efeito de um procedimento de aquecimento e desaquecimento vocal na percepção de estudantes de Pedagogia. Método: estudo quase experimental, pré x pós-teste sem grupo controle com estudantes de Pedagogia de uma universidade pública, participantes de um minicurso. A análise foi realizada por meio de autoavaliação em escala visual analógica de 10 cm, considerando-se aspectos relacionados ao corpo e à voz. O protocolo foi aplicado em três momentos: pré-teste, pós-aquecimento e pós-desaquecimento vocal, sendo calculadas as médias das variáveis de desconforto em conjunto e comparadas as medidas antes e após a realização de cada um dos procedimentos. Aplicou-se o teste estatístico dos postos sinalizados de Wilcoxon, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: houve diminuição do desconforto de maneira significativa após a realização do aquecimento (p=0,002) e do desaquecimento vocal (p=0,001), ambos com maior magnitude nos aspectos relacionados à voz. Conclusão: o aquecimento e desaquecimento vocal apresentam efeitos positivos na percepção de estudantes e devem ser ensinados a futuros professores com o intuito de prevenir alterações vocais. O desaquecimento vocal, pouco pesquisado, não deve ser preterido das práticas de saúde vocal, uma vez que seu efeito demonstrou evidente melhora no grupo investigado.


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