Atendendo irmãos na clínica fonoaudiológica – algumas reflexões

Ana Clélia O. Rocha, Marta G. G. Baptista, Suzana M. Maia, Beatriz C. A. C. Novaes

Resumo


O atendimento a irmãos é algo que provoca reflexões na área terapêutica. É comum uma mesma família buscar tratamento para outro filho com o profissional já conhecido com quem se construiu uma relação de confiança. Mas o fonoaudiológico clínico deve estar advertido de que os efeitos desse trabalho podem ser contrários aos esperados para o tratamento. Não é o mesmo atender irmãos na clínica médica, odontológica, na terapêutica. Algumas áreas como a da Psicologia e da Psicanálise tem isso bem definido, mas a Fonoaudiologia ainda não. Fonoaudiólogos atendem irmãos simultaneamente, o que provoca um movimento muitas vezes contraditório para o tratamento, resultando em resistência, desistência ou troca de terapeuta. Propomos discutir alguns aspectos sobre a questão do atendimento para irmãos em fonoterapia, considerando as histórias e singularidades dos sujeitos e ainda refletir quando pode, ou não, ser indicado esse tipo de atendimento a partir da transferência e do setting estabelecido em algumas experiências clínicas.


Palavras-chave


Fonoterapia; Atendimento a Irmãos; Distúrbios da Fala

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