Medidas vocais espectrográficas, queixas vocais e dados ocupacionais de professoras do ensino fundamental

Gabriele Rodrigues Bastilha

Resumo


Introdução: Distúrbios vocais ocupacionais são comuns em professores eestão associados a fatores físicos, sociais, ambientais, organizacionais e psicológicos. Objetivo: Descrever e correlacionar medidas vocais espectrográficas, presença de queixas vocais e dados ocupacionais de professoras do ensino fundamental. Material e método: Estudo transversal de caráter quantitativo do qual participaram 98 professoras, com idades entre 20 e 60 anos (média 37,93 anos). Coletou-se a emissão sustentada da vogal /a/ que foi submetida à análise vocal espectrográfica em filtro de banda estreita e de banda larga pelo programa Real Time SpectrogramdaKay Pentax®. Os dados foram analisados pelos testes ANOVA e Correlação de Pearson, adotando-se o nível de significância de 5%. Resultados: As professoras sem queixas vocais apresentaram traçado espectrográfico mais regular no filtro de banda estreita, havendo correlação positiva entre o tempo de atuação profissional e a presença de ruído entre os harmônicos e o escurecimento do traçado nas altas frequências e em todo espectrograma em filtro de banda estreita. Conclusão: As professoras que não apresentavam queixas vocais mostraram traçado espectrográfico mais definido, ocorrendo também aumento de ruído entre os harmônicos e escurecimento do traçado nas altas frequências e em todo espectrograma, conforme o aumento do tempo de atuação profissional. Isso sugere que a espectrografia de banda estreita pode ser utilizada como análise complementar na diferenciação de docentes com e sem queixas vocais e que o tempo de atuação profissional do docente com suas idiossincrasias e sem as adequadas condições laborais de saúde vocal pode ocasionar a presença de distúrbio na qualidade vocal.

 

 


Palavras-chave


Acústica da Fala; Docentes; Saúde do Trabalhador;Voz

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