A outra face do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Rita de Cassia Fernandes Signor, Ana Paula de Oliveira Santana

Resumo


Resumo: É alta a procura pelo atendimento fonoaudiológico por sujeitos que, por terem desempenho escolar insatisfatório, são considerados portadores de “distúrbios” ou de “dificuldades” de leitura e escrita. Muitos desses sujeitos, ao serem avaliados por médicos, acabam recebendo diagnóstico de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade). Os estudos na área são muito abrangentes e é possível observar duas principais tendências teórico-metodológicas que tentam explicar o problema. De um lado, estão os pesquisadores (organicistas) que acreditam no caráter orgânico do TDAH e o tomam como um transtorno neurobiológico, de cunho genético, responsável pelo aparecimento de sintomas de impulsividade, hiperatividade e desatenção. De outro lado, estão pesquisadores que veem nesse diagnóstico um processo de medicalização da educação. A segunda vertente, que se enquadra em um paradigma sócio-histórico, preconiza que os problemas de atenção e aprendizagem ocorrem em virtude de questões sociais, políticas e educacionais e não decorrem, portanto, de aspectos de ordem biológica. O objetivo deste trabalho é realizar uma discussão em torno dessas duas visões sobre o chamado TDAH e suas possíveis implicações para os processos de apropriação da linguagem escrita por escolares. Propõe-se, desse modo, uma reflexão conceitual tomando por escopo dois paradigmas antagônicos.

 


Palavras-chave


transtorno do déficit de atenção com hiperatividade; transtornos de aprendizagem; medicalização.

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