Percepção dos pais acerca do comportamento e características vocais de crianças

Fernanda dos Santos Pascotini, Ribeiro Veis Vanessa, Haeffner Salete Bonfanti Leris, Cielo Aparecida Carla

Resumo


Objetivo: Verificar a percepção dos pais acerca do comportamento e características vocais dos filhos escolares, analisados por sexo. Método: Estudo transversal analítico, realizado de maio a novembro de 2013, com 104 pais de escolares, de 8 a 12 anos de idade, de Escola Pública Municipal do sul do Brasil, que responderam a questionário auto administrado sobre sua percepção em relação ao comportamento vocal dos filhos. Variáveis: idade, sexo, hábitos vocais, classificação e alterações da voz. Utilizaram-se os testes não-paramétricos Qui-Quadrado de Pearson e Teste entre Duas Proporções, adotando-se o nível de significância de 5%. Resultados: Na percepção dos pais, os escolares falam muito (>65%) e alto (>49%), assistem televisão com alto volume (>40%). As meninas cantam mais (58,2%), ingerem mais bebidas geladas (50,9%) e escutam mais sons com alto volume (27,3%), enquanto os meninos apresentam mais o hábito frequente de tosse (24,5%) com diferença significante (p<0,05). A alteração da voz foi observada em cerca de um terço dos escolares, sendo a mais referida a alta intensidade da voz (> 65%) e no momento em que estava nervoso (>42%).  Conclusões: Conclui-se que na percepção dos pais a maioria dos escolares tem voz normal, mas com hábito de falar muito e alto, além de assistir televisão com alto volume. Na percepção de voz alterada, os pais apontaram como tipo de alteração o “falar com forte intensidade” e o momento “quando está nervoso”. As meninas têm mais hábito de cantar, ingerir bebida gelada e escutar som com alto volume, enquanto os meninos, de tossir frequentemente.

 

 


Palavras-chave


Criança; Disfonia; Pais; Percepção; Voz

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