Avaliação da linguagem de pacientes no leito hospitalar depois do Acidente Vascular Cerebral

Stefanie Melo Lima, Irani Maldonade

Resumo


Introdução: O Acidente Vascular Cerebral é apontado como uma das principais causas de óbito, além de ser a patologia que mais causa incapacidade funcional. Dentre as sequelas, estão as alterações de linguagem. Assim, torna-se importante conhecê-las ainda no leito hospitalar. Objetivo: Traçar o perfil dos pacientes internados após o acidente vascular cerebral e identificar comprometimentos da linguagem. Método: Foram avaliados 11 pacientes pós-AVC internados, que apresentaram nível de consciência suficiente para realização da avaliação de linguagem através da aplicação de um roteiro semi estruturado. Resultados: Encontrou-se maior ocorrência do acidente vascular cerebral isquêmico. O acidente vascular cerebral foi mais frequente entre 40 a 49 anos, não havendo diferenças em relação ao gênero. As avaliações de linguagem apontaram diferentes comprometimentos: a) a linguagem verbal e mista (gestual e verbal) ocorreram na mesma proporção; b) a compreensão da linguagem estava preservada na maioria dos casos, assim como a manutenção do tópico discursivo no diálogo; c) 4 pacientes não conseguiram introduzir novo tópico discursivo, apenas 6 conseguiram formar frases completas e 9 apresentaram alterações fonoarticulatórias e/ou vocais. Conclusão: A aplicação do roteiro ainda no leito hospitalar possibilitou identificar as principais alterações de linguagem, apoiar as orientações feitas pelo fonoaudiólogo aos familiares e aos profissionais de saúde que atendem o paciente no hospital. Avaliar a linguagem no leito hospitalar é imprescindível para referendar o relatório de alta hospitalar e encaminhar, quando necessário, os pacientes para iniciar a reabilitação no momento adequado.


Palavras-chave


Acidente Vascular Cerebral; Linguagem; Pacientes Internados; Fonoaudiologia

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