A prevalência de hábitos orais em pré-escolares

Géssica Calazans de Matos, Jaqueline Carvalho dos Santos, Raphaela Barroso Guedes Granzotti, Kelly da Silva, Silvia Elaine Zuim de Moraes Baldrighi, Carla Patrícia Hernandez Alves Ribeiro César

Resumo


Objetivo: estimar a prevalência de hábitos orais em crianças frequentadoras de pré-escolas do centro sul de Sergipe. Métodos: a amostra foi determinada após análise de cálculo amostral e constituída por 208 pré-escolares (104 do sexo feminino e 104 do masculino) frequentadores de duas pré-escolas do Centro-Sul de Sergipe (uma pública e outra privada), com idades entre dois e cinco anos. Por meio de formulário próprio entregue aos familiares, foi verificada a quantidade de pré-escolares que apresentam hábitos orais (chupeta, mamadeira, dedo, apertamento dentário, sucção de língua, bruxismo, umidificar lábios, onicofagia, morder mucosa oral e objetos), para posterior estimativa da prevalência desses hábitos. Os dados obtidos foram submetidos aos Testes de Igualdade de Proporções e Qui-quadrado, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: houve alta prevalência de hábitos orais (87,02%), sendo o uso da mamadeira o de maior ocorrência.  O hábito de morder objetos foi mais comum no sexo feminino em pré-escolares do ensino público, não sendo reveladas diferenças estatisticamente significantes em relação aos demais hábitos com o sexo. A sucção digital esteve associada a faixas etárias menores (dois e três anos) e o bruxismo, às maiores (quatro e cinco anos). Conclusão: a alta prevalência de hábitos orais deletérios em pré-escolares justifica a ação interdisciplinar o mais precoce possível, a fim de que não haja impacto negativo no desenvolvimento do complexo crânio-oro-cervical e, consequentemente, nas funções orais.

Palavras-chave


Hábitos; Hábito de Roer Unhas; Sucção de Dedo; Bruxismo

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DOI: https://doi.org/10.23925/2176-2724.2017v29i1p68-76

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