A voz do professor: do projeto arquitetônico à acústica da sala de aula

Eny Nardelle dos Santos Pinheiro, Maria Lúcia Vaz Masson, Máira Moreira d’Souza Carneiro Lopes

Resumo


Objetivo: analisar proposta oficial do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) para construção e revestimento de salas de aula e suas consequências para a saúde vocal do professor. Métodos: estudo qualitativo, descritivo e analítico sobre os materiais indicados no ”Memorial Descritivo e Especificações Técnicas-Projeto Espaço Educativo Urbano – 12 salas de aula” (BRASIL, 2015). Para a análise, utilizaram-se as normas brasileiras que regulam a qualidade acústica de ambientes fechados, bem como a literatura científica encontrada nas bases de dados Scielo, Periódico Capes e Lilacs, por meio da combinação dos termos em inglês: “acústica and ruído”, “voz and ruído and docentes”, “faculty and noise”, “noise and classroom”, “noise and faculty and voice”. Resultados: parte do projeto destinado à construção de doze salas de aula em zona urbana, comporta a totalidade de 780 alunos nos turnos matutino e vespertino ou 390 alunos em período integral. A escola deve ser dividida em quatro blocos distintos: pedagógico, administrativo, serviços e quadra coberta. Os materiais identificados de construção e revestimento das salas de aula foram: cerâmica; alumínio; madeira; e vidro, componentes que contribuem para elevar o tempo de reverberação, prejudicando a inteligibilidade de fala. Conclusão: O projeto arquitetônico do FNDE não consegue contemplar requisitos mínimos para conforto acústico em sala de aula. Observa-se, ainda, a necessidade de atualização das normativas brasileiras específicas que regulam a qualidade acústica em ambientes escolares.


Palavras-chave


Voz; Ruído Ocupacional; Acústica; Docentes; Saúde do Trabalhador

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DOI: https://doi.org/10.23925/2176-2724.2017v29i1p10-19

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