Relações entre autopercepção vocal e psiquismo em um grupo de adolescentes do sexo masculino na muda vocal

Autores

  • Lilian Lobo Damasceno Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP
  • Marta Assumpção de Andrada e Silva Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP
  • Ana Carolina de Assis Moura Ghirardi Universidade Federal de Santa Catarina/ UFSC
  • Maria Claudia Cunha Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP

DOI:

https://doi.org/10.23925/2176-2724.2018v30i1p117-127

Palavras-chave:

adolescente, voz, autopercepção, Fonoaudiologia, Psicologia

Resumo

Objetivo: Analisar as relações entre autopercepção vocal e psiquismo em um grupo de adolescentes do sexo masculino na muda vocal. Método: Estudo qualitativo em que participaram seis adolescentes com idades entre 13 anos e 5 meses e 14 anos e 11 meses na fase de muda vocal, que frequentavam a 8ª série do ensino fundamental de uma escola da rede pública na cidade de São Paulo. Os procedimentos foram: avaliação perceptivo auditiva da voz, aplicação do instrumento Termos Descritivos para a Voz (TDV) para descrever a percepção dos sujeitos em relação à voz, antes e após intervenção grupal e descrição do grupo focal que abordou os seguintes temas: adolescência e mudanças pubertárias, processo de muda vocal e suas repercussões na imagem corporal e reverberações identitárias (orgânicas, subjetivas e sociais) decorrentes da adolescência. A análise do material consistiu na categorização de núcleos de sentido cujas ocorrências foram consideradas relevantes para o objetivo da pesquisa. Resultados: Predominaram sensações de estranhamento/incômodo sobre a vivência do adolescer, geradas pelas novas demandas afetivas e comportamentais. Os sujeitos relataram dificuldades de adaptação às mudanças corporais, salientando as alterações na qualidade vocal e seu impacto negativo nos interlocutores. Nos resultados do TDV predominam os aspectos psicossociais relativos a esse impacto. Os atributos vocais negativos aumentaram na aplicação pós-intervenção. Conclusão: Os resultados evidenciam que as mudanças no padrão da voz dos adolescentes pesquisados reverberam em seu funcionamento psíquico e geram impacto na autopercepção vocal dos mesmos, reafirmando assim o caráter biopsíquico inerente à voz humana.

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Biografia do Autor

Lilian Lobo Damasceno, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP

Psicóloga, Especialista em Psicologia Clínica e Meste do Programa de Estudos Pós-Graduados em Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP

Marta Assumpção de Andrada e Silva, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP

Fonoaudiológa, Professora assistente doutora da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/ PUCSP, São Paulo (SP), Brasil, professora adjunta no Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, São Paulo (SP), Brasil; Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUCSP.

Ana Carolina de Assis Moura Ghirardi, Universidade Federal de Santa Catarina/ UFSC

Fonoaudióloga, Professora adjunta do curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Catarina/ UFSC, Brasil. Doutora em Fonoaudiologia pela PUC-SP. 

Maria Claudia Cunha, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP

Fonoaudióloga, Professora titular da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/ PUCSP, São Paulo (SP), Brasil. Doutora em Psicologia Clínica pela PUCSP.

Publicado

2018-04-01

Edição

Seção

Artigos