Percepção de idosos sobre a restrição da participação relacionada à perda auditiva

Camille Camargo, Adriana Bender Moreira Lacerda, Jussara Sampaio, Débora Lüders, Giselle Massi, Jair Mendes Marques

Resumo


Introdução: Dentre as alterações fisiológicas do processo de envelhecimento humano, a perda auditiva relacionada à idade é uma das mais frequentes e incapacitantes, pois diminui o contato social do idoso, podendo afetar suas condições de saúde. Objetivo: Verificar a percepção de idosos sobre a restrição da participação relacionada à perda auditiva.  Método: Estudo transversal e quantitativo com idosos maiores de 60 anos que têm perda auditiva, usuários ou não de aparelho de amplificação sonora. Analisou-se a audiometria tonal convencional e aplicou-se o questionário Hearing Handicap Inventory for the Elderly. Resultado: A amostra foi composta por 46 indivíduos, sendo 43,48% (n=20) do sexo feminino e 56,52% (n=26) do sexo masculino. A idade média foi 74,78 anos, com desvio padrão de 7,96 anos. A perda auditiva de maior ocorrência, em 73,91% (n=34) da amostra, foi do tipo neurossensorial bilateral e de configuração descendente, sendo que 50% (n=23) não usava aparelho de amplificação sonora individual, 45,65% (n=21) afirmou usá-lo e 4,35 (n=2) não respondeu essa questão. Quanto à participação, 82,6% dos idosos relatou restrições para participar de atividades sociais, sendo 50% da amostra (n=23) com percepção significativa. No geral, tal restrição foi maior no gênero masculino, na perda auditiva neurossensorial de grau moderado e configuração descendente, com idade até 79 anos e que não utilizavam o referido aparelho. Conclusão: Os idosos com perda auditiva apresentaram percepção significativa da restrição da participação, principalmente os que não utilizam aparelho de amplificação sonora individual, impactando negativamente sua qualidade de vida.


Palavras-chave


Perda Auditiva; Presbiacusia; Qualidade de Vida

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DOI: https://doi.org/10.23925/2176-2724.2018v30i4p736-747

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